sábado, 12 de fevereiro de 2011
Estudos Camonianos
Estavas linda, Inês, e Camões
decerto não se importará
se eu disser que tinhas
posta no lugar a carne inteira
do meu futuro desassossego.
Aos poucos vai o corpo apodrecendo,
gentil da terra furor do que esquecemos
notícia e lastro, entretidos a morrer
por novas avenidas velhas
que em breve nos não verão mais,
apartados pela vidinha.
Mas estavas tu linda, Inês
alheia ou talvez nem tanto
ao cego conhecido engano
que por vezes se dissipa
antes mesmo de existir
Manuel de Freitas
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Anti-Nazi
A limpeza
pode ser
pior
que a porcaria
A ordem
pode ser
a maior
desordem
Adilia Lopes em César a César
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Mais - Menos
Quero dizer mais
e digo : mais
Mas cada vez
digo menos
o mais que sei
e sinto
Ana Hatherley em A Idade da Escrita
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
No fundo azul
No fundo azul
no espelho azul de uma delicada tristeza
que os meus olhos reflectem:
vês-me?
vês-me como eu sou?
vês-me como algo que se descobre
na acrobacia da imagem?
Na sensual tranquilidade da palavra
o poeta tenta uma arriscada ordem
e entre a fábula e a reportagem
simula mentir
para atingir
a superior verdade
Ana Hatherly em “A Idade da Escrita”
no espelho azul de uma delicada tristeza
que os meus olhos reflectem:
vês-me?
vês-me como eu sou?
vês-me como algo que se descobre
na acrobacia da imagem?
Na sensual tranquilidade da palavra
o poeta tenta uma arriscada ordem
e entre a fábula e a reportagem
simula mentir
para atingir
a superior verdade
Ana Hatherly em “A Idade da Escrita”
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
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